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domingo, 3 de janeiro de 2010

Seis meses

Falta pouco mais de uma hora para o dia em que você faz seis
meses. Nesse ínterim, você é capaz de sentar com apoio, e tenta
diariamente engatinhar. É gorduchinha e sorridente, obstinada e
friorenta. Em breve iniciaremos a introdução de frutinhas. Você se
interessa muito por seus brinquedos, especialmente a violinha que seu
pai te deu de Natal, e uma cestinha musical que seu irmão batizou de
"cucacoua".
Por falar nele, sua relação com o irmão é muito linda, quase
eternamente passífica. Quando fica longe de você, uma das primeiras
coisas que pergunta, ao retornar, é sobre seu paradeiro. Mais de uma vez
tivemos de expulsá-lo do seu bercinho, porque aparentemente ele insiste
em te ver mais de perto.
No mais, tudo é correria, espera e amor. Fiz uma música para você, e
parece mesmo que te vejo relaxar mais de preça, quando a canto. A letra
diz mais ou menos assim:

Mariles Estela nasceu
estrela, florzinha, presente estelar
Na vida da gente
Ventura sem par
semente que chegou no nosso lar.

Mariles Estela chegou
Tão pequenininha,
tentando virar
Batendo as perninhas
Querendo brincar
Inspirando canções de ninar.

Mariles Estela Cresceu
Conchinha na praia
Pedrinha a rolar
Gotinha de chuva
raio de luar
Um pouquinho de terra, céu e Mar.

Mariles Estela
estrela na Terra
preenchendo nossos corações
Sutilizando emoções


Também gosto de cantar para você uma música do Flávio Venturini:

Foi só eu pedir
A ti, minha estrela
Foi só prazer
O meu prazer
Em conhecê-la
Além de ouvir o que pedi
me deu em dobro
Dessa vez o amor foi mais
É lua no dia
É Sol pela noite
E a gente sonhando...

É extraordinário, meu amor, que entre tanta confusão e distorção,
entre tanta transição planetária dolorosa e perturbadora, ainda haja
espaço no mundo para a vida ser tão, tão doce, apesar de tudo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

4 meses, pequenininha...

Hoje você fez quatro meses. Vamos à pediatra amanhã, então não posso
dizer agora do seu tamanho e peso... Mas posso dizer do tamanho do
sentimento que nos une agora, como se cada dia vivido até aqui nos
ligasse cada vez mais, tornando-nos partes de um único todo...
Hoje você faz quatro meses... E faz um ano que soubemos da minha
gravidez. Terno, não é?
Tanta coisa aconteceu de lá para cá! Tanto nós vivemos e
crescemos juntos! E, sobretudo, no centro de tudo, você representa
nossa principal dádiva.
Seu irmão é completamente louco por você. Morre de ciúmes se um
estranho se aproxima demais. Você passa horas e horas das suas tardes
vendo-o brincar ao seu redor. Ele, feliz, mostra todos os seus
brinquedos e faz planos para quando vocÊ crescer: Quando Maliles
crescer, eu vou segurar a mãozinha dela e andar. Eu vou entrar no
bercinho, junto com a Maliles...
Com quatro meses, você baba muito e
chupa tudo que aparece na frente.
Quando tinha dois meses, tia Áurea ficou abanando seu vestidinho e
agora você não pode se ver de vestido que começa a levantar a saia,
muitas vezes para chupar ruidosamente a bainha.
NO final desta semana, passará para o seu quartinho. Uma parte de
mim gosta que isso aconteça, mas outra parte fica meio triste, mais ou
menos como quando comprei a baciinha e a colher para o Estêvão comer
sozinho.
Você está crescendo, meu amor... Quase, quase vira; quase, quase
senta. Mama segurando meu seio com as duas mãos. Chora pouco, mas quando
chora, meu Deus, como é tristinha a impressão que passa!
Uma vez mais, obrigada! Obrigada por, dentre tantos lugares
possíveis, ter ido aportar na nossa familinha; obrigada por dividir
conosco os seus dias. Obrigada por ter nascido. Obrigada por ter vindo.
Obrigada por ter retirado todos os nossos costumes, para por em seu
lugar um contexto muito, muito melhor. Obrigada.....
Você é uma ilha marilística cercada de amor por todos os lados.

Marilando

Mariles é o nome mais poético que já vi. Até hoje, adequou-se a todas as
rimas que nossa ternura soube inventar. Com efeito, Mariles rima com
pequeniles
amiguiles
guliles
dormiles
bonitiles
grandiles
artiles

meniniles...
E muito mais.

Sua vida se derrama por nós e em você nós derramamos nossa vida.
Pela manhã, esta é uma das primeiras perguntas que escuto:
- Mamãe, onde tá a minha Maliles?
E quando seu pai chega do trabalho, não demora muito para querer
saber como você ficou durante a tarde.
A vida escorre delicada e fácil, no ritmo dos seus quase cinco
meses completos. No ritmo do seu primeiro dentinho, que machuca para
sair. No ritmo do seu corpinho, aprendendo a virar de lado e
ambissionando sentar-se. No ritmo dos seus dedinhos se fechando sobre
os nossos dedos, sobre os nossos cabelos, sobre os objetos, sobre o
vidro de sabonete do banho. No ritmo do seu choro, alto, exigente e
descontrolado, quando você decide que alguma coisa é inaceitável.
NO ritmo dos seus cabelinhos que crescem junto com você. No ritmo do
nosso amor, que apenas almenta. No ritmo do teu ritmo. No ritmo do nosso
ritmo. No ritmo do nosso amor entrelaçando-se por todas as nossas
fibras, usando quatro corações para construir seu lar, lar de Marilar,
casa de Mariles.

domingo, 27 de setembro de 2009

Quase 3 meses

Você não tem 3 meses, mas já sustenta a cabeça sozinha. Já faz seus
barulhinhos de bebê e já perdeu todas as roupas "p's".
É calma, calma. Serena na maio parte do tempo. Não gosta de ser pega
no colo deitada. Gosta de ficar no seu sling. Algumas vezes, mama até
quase estourar, quando vomita um pouquinho.
Mas para nós você é nita, nita demias, nita como se fora duas...