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domingo, 3 de janeiro de 2010

Seis meses

Falta pouco mais de uma hora para o dia em que você faz seis
meses. Nesse ínterim, você é capaz de sentar com apoio, e tenta
diariamente engatinhar. É gorduchinha e sorridente, obstinada e
friorenta. Em breve iniciaremos a introdução de frutinhas. Você se
interessa muito por seus brinquedos, especialmente a violinha que seu
pai te deu de Natal, e uma cestinha musical que seu irmão batizou de
"cucacoua".
Por falar nele, sua relação com o irmão é muito linda, quase
eternamente passífica. Quando fica longe de você, uma das primeiras
coisas que pergunta, ao retornar, é sobre seu paradeiro. Mais de uma vez
tivemos de expulsá-lo do seu bercinho, porque aparentemente ele insiste
em te ver mais de perto.
No mais, tudo é correria, espera e amor. Fiz uma música para você, e
parece mesmo que te vejo relaxar mais de preça, quando a canto. A letra
diz mais ou menos assim:

Mariles Estela nasceu
estrela, florzinha, presente estelar
Na vida da gente
Ventura sem par
semente que chegou no nosso lar.

Mariles Estela chegou
Tão pequenininha,
tentando virar
Batendo as perninhas
Querendo brincar
Inspirando canções de ninar.

Mariles Estela Cresceu
Conchinha na praia
Pedrinha a rolar
Gotinha de chuva
raio de luar
Um pouquinho de terra, céu e Mar.

Mariles Estela
estrela na Terra
preenchendo nossos corações
Sutilizando emoções


Também gosto de cantar para você uma música do Flávio Venturini:

Foi só eu pedir
A ti, minha estrela
Foi só prazer
O meu prazer
Em conhecê-la
Além de ouvir o que pedi
me deu em dobro
Dessa vez o amor foi mais
É lua no dia
É Sol pela noite
E a gente sonhando...

É extraordinário, meu amor, que entre tanta confusão e distorção,
entre tanta transição planetária dolorosa e perturbadora, ainda haja
espaço no mundo para a vida ser tão, tão doce, apesar de tudo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

4 meses, pequenininha...

Hoje você fez quatro meses. Vamos à pediatra amanhã, então não posso
dizer agora do seu tamanho e peso... Mas posso dizer do tamanho do
sentimento que nos une agora, como se cada dia vivido até aqui nos
ligasse cada vez mais, tornando-nos partes de um único todo...
Hoje você faz quatro meses... E faz um ano que soubemos da minha
gravidez. Terno, não é?
Tanta coisa aconteceu de lá para cá! Tanto nós vivemos e
crescemos juntos! E, sobretudo, no centro de tudo, você representa
nossa principal dádiva.
Seu irmão é completamente louco por você. Morre de ciúmes se um
estranho se aproxima demais. Você passa horas e horas das suas tardes
vendo-o brincar ao seu redor. Ele, feliz, mostra todos os seus
brinquedos e faz planos para quando vocÊ crescer: Quando Maliles
crescer, eu vou segurar a mãozinha dela e andar. Eu vou entrar no
bercinho, junto com a Maliles...
Com quatro meses, você baba muito e
chupa tudo que aparece na frente.
Quando tinha dois meses, tia Áurea ficou abanando seu vestidinho e
agora você não pode se ver de vestido que começa a levantar a saia,
muitas vezes para chupar ruidosamente a bainha.
NO final desta semana, passará para o seu quartinho. Uma parte de
mim gosta que isso aconteça, mas outra parte fica meio triste, mais ou
menos como quando comprei a baciinha e a colher para o Estêvão comer
sozinho.
Você está crescendo, meu amor... Quase, quase vira; quase, quase
senta. Mama segurando meu seio com as duas mãos. Chora pouco, mas quando
chora, meu Deus, como é tristinha a impressão que passa!
Uma vez mais, obrigada! Obrigada por, dentre tantos lugares
possíveis, ter ido aportar na nossa familinha; obrigada por dividir
conosco os seus dias. Obrigada por ter nascido. Obrigada por ter vindo.
Obrigada por ter retirado todos os nossos costumes, para por em seu
lugar um contexto muito, muito melhor. Obrigada.....
Você é uma ilha marilística cercada de amor por todos os lados.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

3 meses...

Então o tempo passou. O desconforto da gestação deu lugar a sua
presença diária e quentinha entre nós. Dedinhos segurando com força,
maõzinhas se estendendo na esperança de segurar algo, gritinhos
esporádicos, risadinha de satisfação, barulhinhos de desconforto, de
vitória inequívoca por fazer um simples cocô.
Então você é, está, agora, já.
3 meses é muito tempo, mas parece também pouco
Pouco tempo demais pra tanto amor, pra tanta ternura, pra tanta vontade
de viver.
tanta vontade que até faz parecer que esse mundo vale mesmo a pena
Que pode ser, um dia, massa de modelar nas suas mãos,
apertando com vontade de ideal o barro da história
Moldando-o a custa de testemunhos
até adquirir a textura de um sonho
a composição de uma idéia.

Bem dá pra te imaginar crescendo
multiplicação de vontade
peneirando os fatos
elaborando-os ao teu gosto
ampliando teu máximo
Num esforço contínuo.

3 meses então.
Como acreditar que em breve serão anos?
Como acreditar que o tempo que nem tanto me muda vai te mudar tanto, na
próxima década?
Ah, Deus, Mariles... Quantos conceitos grandes em uma mente pequena
como a minha!
Tanto amor imenso sobrepairando o limiar das minhas tantas limitações!
Como te dizer de tudo que vive e é na nossa casa, enquanto você faz 3
meses?
Como te dizer das mamadas noturnas, dos banhos cúmplices, das coisas que
todo bebê do mundo faz, mas cuja repetição não contribui para a
dessensibilização?

Eu sou de menos para tanta beleza
Mas espero ter forças e caráter suficiente para te ajudar a engendrar e
lutar pelos próprios sonhos.
Por que sem a força para se lutar pelo que realmente queremos e importa,
não sei se resta muito mais pelo que viver e morrer, nessa vida.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

2 meses

Da última vez que fui à pediatra, você tinha 59 centímetros e 5730
gramas. HOje você faz dois meses. Nosso sentimento por você
solidifica-se de forma quase tangível. Sua vida é cercada de segurança e
amor, ternura e sobriedade. Teu pai e teu irmão te chamam de Kikikiki,
enquanto Tati e eu te chamamos mais comumente de Pequeniles... Entre
apelidos carinhosos, fraldinhas, roupinhas de plush e cochilos no
bercinho, no carrinho e no sling, você vive, simplesmente.
Fico te imaginando, tentando visualiar sua voz falando pela casa,
o rumo da nossa família, mas não sou boa nisso. O que temos, portanto,
de concreto e precioso é o presente. Ele nos abrange e nos envolve,
trazendo para nossos dias sempre um que de exaustão, mas iguais
parcelas de doçura e satisfação pelo mero momento.
Acho que era a isso que Silvio Rodríguez chamava de "diminuto
instante imenso":
"Não há nada aqui
Somente uns dias que se aprestam a passar
Só uma tarde em que se pode respirar
Um diminuto instante imenso no viver
Depois voltar à realidade".

Com efeito, o período doce dos primeiros anos é como que uma espécie
de descanso para o espírito, no qual ele se revigora das lutas
pretéritas e haure novas diretrizes para ter sua vida na Terra. Oxalá
esses períodos de singeleza e amor te fortaleçam de alguma forma; oxalá,
não obstante teu corpo físico se esqueça da doçura dessa fase, o teu
espírito nela se revivifique, dela se nutra e por ela encontre o
reflexo, ainda que opaco, do amor de Deus e da finalidade amorosa.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um mês!...

As lembranças do seu nascimento parecem ter, a um só tempo, dez anos
e dez minutos, de tão nítidas e fugazes se parecem.
Após o torvelinho inicial, sabemo-nos lentamente. Conhecemos o seu
corpinho, o seu jeito, a sua voz, os seus costumes, o seu padrãozinho de
sono, o seu ritmo de mamar. Por agora, tudo começa, tudo inicia, tudo é
canção e estrela, realidade desembrulhando os papéis dos nossos sonhos
lilases e os encharcando de vida, ternura e tantos projetos...
Você nasceu, então, e agora os dias são exaustos e delicados, ternos
e gentis. Um mês de Mariles Estela.. E é estranho pensar em como te
pensávamos, em como planejávamos sua vinda, em como você é e se nos
apresenta, devagar, devagar, devagar, marcando nossos corações de modo
imperecível e totalmente teu.
Eu me preocupava sobre como seria ter dois filhos. Como seria a cor
do amor que devotaria a cada um. Seria igual? Seria diferente? Eu
preferiria a você, ou a seu irmão? Todas essas coisas eu cogitava, mas
não confessava. E hoje quase acho graça de mim, ao ver quão tola fui. É
igual, mas é tão diferente! Como comparar a delícia absoluta de um
passeio no campo com um luar magnífico visto da praia; como comparar o
prazer sensorial e absoluto de um banho de rio com a calidez
surpreendente e inolvidável de um encontro com a terra, as mãos sujas de
barro, as unhas marcadas de areia, os esmaltes marcados pelo gesto de
viver com as mãos.
Vocês dois são amoráveis de formas tão absurdamente distintas, que
entretanto impressiona que possam ser igualmente intensas. Estêvão e
Mariles, nosso presente, nosso pacote de desafio, nosso repositório de
ternura, nossa aurora de entrega e testemunhos, nossas crianças amadas e
tão, tão desejadas....
E então, sim, você nasceu. Acorda três vezes por noite, já tenta
firmar-se nas perninhas, parece que quer virar às vezes. Você nasceu e é
diferente de tudo que poderíamos sonhar, entretanto é você, inteira,
transparente, gota de humanidade dimanada do Princípio Inteligente do
Universo, mistério em botão.

Feliz aniversário de um mês, pequenininha...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Você nasceu...

Eu esperava alguma comoção interna há quando do seu nascimento.
Esperava te sentir sair de dentro de mim com um misto de dor e
ansiedade, premência e ventura. Não foi assim. Na verdade, o momento
preciso da sua vinda já se me começa a desvanescer, tal pudesse ser
absorvido pelas paredes de minha memória como um fato vulgar.
Acho que, no fundo, eu romanceava o parto. Algo como "andar em
trevas e, no final, vir a luz, redentora e possante, magnífica e
intensa". Não houve nada disso. Houve a realidade, dar tudo de mim
segundo por segundo para, ao fim, estarmos em segurança. Não senti
nenhum acréscimo de confiança ou estima a meu respeito. Simplesmente
continuo a mesma, com a diferença de que tenho você agora.
Entretanto, o romantismo existe e desfolha-se entre nós, como
pétalas suavíssimas de flores raras. Ele nos toca agora, envolve-nos e
surpreende-nos, numa intensidade tal, que desafia a arte poética.
Um amor tão completo e intenso, tão incondicional e absoluto, tão
suave e vulcânico, simplesmente abraça todos esses paradoxos e os
constrange a uma perene e inolvidável canção de ninar. Porque, sem
dúvida, para todos os efeitos, independendo dos efeitos, estamos juntas
agora. Esse instante, esse recorte de tempo e espaço, diminuto, não
obstante intensíssimo e inegável, está inscrito de forma insofismável na
história de nós duas. Na tecedura dos tempos, na arquitetura do
infinito, você e eu aqui estamos... primeiro sonho e canção, depois,
ansiedade e busca, agora, ternura em botão de vivências transformadoras.
Sei que os próximos anos não serão fáceis. Sei que a vida na Terra
tem como tônicas principais o desafio e o testemunho. Mas sei também que
o amor pode permeá-los e os redimir da dor do sofrimento puro e simples.
Estamos juntos, então, pequenininha... E embora não vá ser fácil,
embora não vá ser simples, será conssentido, porque existe amor... Por
cima, por baixo, em todas as direções, justificando e amparando,
corrigindo e semeando.
Hoje caiu o seu umbiguinho, o último resquício do elo físico que
outrora nos uniu. Que o laço que agora iniciamos seja tecido com o
melhor de cada uma de nós, e que não se desfaça jamais.
Todos nós te amamos, Mariles, e chega mesmo a parecer que você
sempre esteve aqui, tão natural foi sua adaptação a nossa casa.

domingo, 21 de junho de 2009

Estamos quase lá

Ah, florzinha-estrela, como eu gostaria de conseguir sentar aqui e
te descrever, tim tim por tim tim, todas as delícias de sentir que
estamos chegando ao final! Como eu gostaria de conseguir te dizer quanto
os pródomos podem ser incômodos e bem-vindos, ao mesmo tempo! Como eu
gostaria de sentar e te escrever sobre o teu irmão, sobre a superação,
sobre a doçura que é te sentir encaixando e abrindo passagem, milímetro
a milímetro! Como eu gostaria de dizer que as portas de te dar à luz têm
mais de poesia que de dor! Como eu gostaria de te falar das tuas
ondulações no meu ventre, da forma como você vai de um lado para o
outro, como eu consigo, agora, me sentir enternecida ao te sentir ondear
de um lado para o outro, imaginando que parte do seu corpinho passa
através dos meus dedos! Como eu gostaria de conseguir te dizer que cada
dia é prenhe de expectativa e que, mesmo quando elas se vêem frustradas
ao final, sabe-me um gosto de ternura e união incrível! Como eu queria
saber como te falar que nos sinto unidas cada vez mais, próximas cada
vez mais, cúmplices cada vez mais, como se, na medida em que você abre
passagem através de mim, conquistasse mais espaço em meu coração, em
nossas vidas, em nossa história! COmo eu queria te descrever as
minudências do afeto do seu irmão por você, da doçura que ele expressa
ao falar na sua vinda, mesmo com idade tão tenra! Como queria ter ânimo
de sobra para descrever o teu quartinho lilás, a disposições das
roupinhas dentro das gavetas, a ternura da Diva quando imagina você
vindo!
Como eu gostaria de te falar dos divertimentos que ouso planejar
para nós quatro, da minha introspecção ao me preparar para te ofertar o
melhor de mim em uma formação que desejo seja intelectual, moral e
consciente, intensa e doce, firme e delicada! Como eu desejaria te dizer
todas essas coisas com o vagar da brisa e a intensidade do Sol!
Partilhar contigo as horas infinitas de espera e os momentos diminutos e
imensos de arrebatamento maternal!
Pode ser que amanhã você esteja em meus braços; pode ser que só
venha na semana que vem; pode ser que esteja ainda apenas na outra. Mas
em nossas vidas, você já está. Essa espera sem data tem algo de
prelúdio de ventura, de vislumbre de um horizonte que aponta para um
caminho igualmente difícil, desafiante, exigente... Mas lindo, porquanto
erigido e nutrido com muito, muito amor....

sábado, 6 de junho de 2009

35 semanas.... Ainda!

Pequenininha...
As 35 semanas chegaram. Oxalá fossem 36. Exaustão, indisposição e
termos análogos são vocabulário corrente aqui em casa. Mas também
falamos em alegria, expectativa e em como será tê-la finalmente conosco.
Imaginei que esse espaço estaria bem ativo, às vésperas do seu
nascimento. Entretanto, quase nunca tenho qualquer coisa para dizer.
Parece que o esforço em conduzir o dia-a-dia drena todas as energias.
Mas continuamos aqui, juntas

sexta-feira, 22 de maio de 2009

33 semanas

Trinta e três semanas, pequenininha... E de repente eu me vejo
perguntando como se faz para cuidar de duas crianças de uma vez e se é
verdade que tudo isso está acontecendo com nossa família, como se só
agora a ficha começasse a cair: espera aí, eu estou grávida? Dentro de
pouco mais de um mês, teremos, mesmo, outro bebê em casa? Espera aí! Eu
não sei ser mãe de menina! OUtro bebê! E ela vai nascer tão pequenininha
e indefesa!... Ah, meu Deus!
Penso em todas essas questões como "sustos de tomada de consciência"
que, antes de desestabilizar, são bem-vindos. Com seu irmão aprendi que
o programar é uma faixa estreita e pouco garantida; que, no dia-a-dia,
valem os instintos, a força moral, a determinação e a paciência...
Agora, com seu irmão vivenciando plenamente seus dois anos, sendo
lindo e instigante como sempre foi, mas jamais um bebezinho, tem algo de
agre-doce em estar às vésperas de ter outro bebê nos meus braços: o
torvelinho encantador, provavelmente pela última vez; as mãozinhas
minúsculas sobre meus seios como estrelas do mar, provavelmente pela
última vez; aqueles dedinhos minúsculos aferrando-se aos meus com todo o
seu empenho, provavelmente pela última vez; a sensação indescritível da
sucção de uma boquinha minúscula e banguela sobre meus mamilos,
provavelmente pela última vez; a glória indescritível de surpreender
aqueles lábios virgens de palavras dizendo "mamã" pela primeira
vez, provavelmente pela última vez; a doçura de um corpinho minúsculo se
encaixando ao meu e nele se aninhando, provavelmente pela última vez...
Sua vinda, portanto, agora nos sabe a turbilhão e a última vez.
Sabe-nos ao calafrio de pular de uma altura imensa, rumo a um precipício
imprevisível mas que trará, sem dúvida, crescimento e ternura ao nosso
lar, dádivas essas que, por si só, endossam quaisquer espécies de
testemunhos e sacrifícios.
Sei que existem pessoas que marcam cada fase do desenvolvimento
infantil pelos sacrifícios a que elas os arrastam; nós aqui, entretanto,
vemos cada etapa pela dose de encanto e enlevo a que ela remete.
Então, apesar do frio na barriga absurdo, apesar de não saber nada
sobre como você virá ou como você será, apesar de não fazer a mais
pequena idéia de "como ser mãe de menina", gostaria de reiterar, uma vez
mais, quanto você é bem-vinda.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

31 semanas

Minha flor...

A trigésima primeira semana nos encontrou em um estado muito
semelhante ao anterior. Ainda assim, a data merece ser registrada: reta
final, ou o começo do começo dela. Sete meses completos, e tudo isso
deve significar alguma coisa.
Sigamos juntas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

30 semanas...

Ma, vim aqui apenas para te dizer duas coisas:
primeira: sexta passada completamos juntas trinta semanas de gestação.
Às vezes sinto arrepios, achando que mais dez semanas assim será
profundamente exaustivo e tento sutilizar ainda mais a conexão entre nós
duas.
Segunda: O meu relato de parto, ou nosso, para ser mais honesta, será
escrito para você. Não me pergunte as razões aprofundadas disso nesse
momento: eu não sei. Mas sinto, de um modo instintivo, que é o que deve
ser feito.
Sigamos juntas, pequenininha.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

27 semanas e 6 meses

Minha amiguinha....
Estou grávida, e a vida latente que se desenvolve em mim é a tua própria
vida em botão. Tento te sentir através de mim, perceber seus traços de
alguma forma. Só consigo apreender muita força interior e vontade de
viver. Essas características são de certo modo neutras, mas é algo
encantador te redescobrir através do mundo acuoso de expectativas que
ora nos separa.
Estar grávida de você traz poucas alegrias, para além da ventura
indizível de te gestar. Tem sido uma gravidez fisicamente muito
exigente, exaustiva, até; agora mesmo, estou com uma gripe que me faz
buscar horas mais calmas para poder deitar. Essa noite perdi o sono
quase que por completo, e embora tenha ocupado a mente com divagações
sobre como será ter você finalmente ao meu lado, estou fisicamente
exausta...
Por isso é que cada dia tem o sabor de uma vitória, de passos árduos
de um caminho a duras penas trilhado, rumo ao nosso encontro ou
reencontro. E também por isso que hoje, apesar de ter sido tão difícil
em certos modos, foi um dia feliz: hoje faz seis meses que você está
aqui. Três meses nos separam da nossa primeira caminhada ativa juntas,
do momento em que uniremos nossas forças para nos tocar, pele contra
pele, num amplexo de ternura que me emociona apenas em pensá-lo. Seis
meses e vinte e sete semanas em que estivemos unidas, umbigo a
umbiguinho, e em que você apreendeu, de certo modo, minhas emoções
contraditórias e a aluvião crescente de meu amor.
Quero, assim, ratificar mais uma vez quanto você é bem-vinda; que o
desconforto da sua prenhez é gota d'água perante a alegria de ter você
ingressando em nossa familinha.
Lentamente aproximamo-nos, juntas, da reta final e uma vez mais,
permita-me sussurrar: seja bem-vinda, Mariles Estela.

P.S.: para seu irmão você agora é Maíse e, eventualmente, Masila.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Como tudo começou

Amor, aqui tem como soubemos da sua vinda... Meu Deus! Bem, fica o registro....
Jô diz: ai, Luz
Luz diz: jojo!!!
Jô diz: eu...
Luz diz: vixe, quase juntas!
Jô diz: ai, lu
Jô diz: eu to uma piiiilha
Luz diz: como vc tá?
Luz diz: melhorou da gripe?
Jô diz: nem sei
Jô diz: subindo
pelas paredes
Luz diz: pilha
como? estressada?
Jô diz: eu sim
Jô diz: ansiosa
Jô diz: kevo 39 de febre que nam cede
Jô diz: medico a uma
Luz diz: uai...
consegue identificar com o
que?
Luz diz: meu deus
Luz diz: tadinho!
Jô diz: sem duvida!
Jô diz: e eu meio-dia vou saber se to gravida ou nam
Luz diz:
será que ele gripou também???
Jô diz: entam, a menos que tu precise sair, se eu tiver, tu vai ser a primeiríssima a saber
Luz diz: uauu! vc tá sim!
Luz diz: obaaaaaaaaaaaaaa
Jô diz: a ticiana me ligou hoje
Luz diz: só vou sair as 14 pra trabalhar
Jô diz: pra contar que sonhou que eu tava grávida
Jô diz: e ela nam sabe de nada, óbvio
Luz diz: nossa!!!
Jô diz: to com mão fria e tudo
Jô diz: colica, muiiiiita colica, muiiiiiito vomito, os seios que nam podem
nem tocar
Luz diz: ai, ai,
ai, eu fiquei assim também!! Luz diz: ah, então tá mesmo! Jô diz: eu tava meio cambaia desde quinta por causa disso e pela
gripe, mas agora com meu filho
doente, eu tive que correr atrás de médico. Jô diz: eu queria esperar ao menos uma semana pra nam ter risco de dar com a
cara na porta, mas kevo precisou
de mim Jô diz: 12:42 Luz diz: tomara que seja só gripe! Jô diz: 11:42 Jô diz: ai... Luz diz: ai ai ai Jô diz: fazer coco
e ver o kevo Jô diz: ansiosíssima
Luz diz: tá Luz diz: Jô diz: positivo Jô diz: pálida Jô diz: sem palavras Jô diz: tremendo da cabeça aos pés Luz diz: uauuuuuuuuuuuuuuuu
Luz diz: lida
Luz diz: lindaaaaaaaaaaaaaaaaaa Luz diz: mamãe, mamãe, mamãe!!!! Jô diz: nem começa que eu choro Luz diz: *Lu que tava na
cozinha de olho no pc pra ver
se ficava piscando a janelinha d msn, e chega aqui e tem essa surpresa e quase cai da cadeira de felicidade* Luz diz: ahsuahsuahsuahus
Luz diz: lindaaaaaa
Jô diz: 1 min, tentando achar minha mãe Luz diz: bem, agora precisamos de um nome para o blog! Luz diz: tá!!! Jô diz: um
nome pro blog Jô diz: ai Jô diz:
bege Jô diz: cara, eu só consigo dizer bege Jô diz: minha mãe nam gostou tanto assim Jô diz: mas dane-se Jô diz: pensei
em grão de humanidade Luz diz:
ah, é só o susto inicial!! Jô diz: da pra vida toda Jô diz: é carinhoso Jô diz: sei la Luz diz: daqui á pouco vai tá babando
também!! Jô diz: eu sei Luz
diz: bege? Jô diz: é Luz diz: grão de humanidade! Jô diz: diva falou que eu to branquinha Luz diz: ahsuahsuahushauhus Jô
diz: imagina Jô diz: outro bb
Luz diz: nem é pra menos!!! Luz diz: vai ser mamãe!!! Jô diz: é.. Jô diz: muito melhor que da primeira vez Jô diz: só alegria
Luz diz: nossa, tô tão feliz!!!
Jô diz: bu, isso que é saber de primeira mão... Luz diz: me sinto honradíssima! Jô diz: grão de humanidade, Luz! Luz diz:
*sorrisão de orelha à orelha*
Jô diz: achoq ue vai ser isso Luz diz: Então posso criar? lá no jobita? Luz diz: pera que tenho que salvar o post que estou
preparando, e entrar no teu
Jô diz: sim sim sim!!!!! Jô diz: pls! Luz diz: criado!! Jô diz: ai. Jô diz: frio na barriga Jô diz: essa conversa vai ser
o primeiro post, auahuahua Jô
diz: nossa Luz diz: uauuuuuu Jô diz: to muito besta Jô diz: é, ué Luz diz: e eu tô feliz!! Jô diz: eu ia esperar dar meio
dia Jô diz: eu também! Jô diz:
mas o vi disse que ele ja sabia a resposta Jô diz: mas que queria ficar sabendo aqui em casa Jô diz: nam na vara, como foi
no passado Jô diz: aí eu liguei
Jô diz: e eu disse: vai dar negativo, tu vai ver Jô diz: a moça do laboratório passou uma vida pra pegar meu exame. Jô diz:
aí ela leu o nome e disse que
era positivo. eu fiquei parada na frente do tel, sem nem saber o que dizer Luz diz: nossa!!! que lindooooooooo Jô diz: tio,
agradeci, desliguei e fiquei
parada na frente do telefone. Jô diz: aí o vi disse: eu ja sabia. e vai ser uma menina. Jô diz: da outra vez tambem foi
assim Jô diz: e é isso Luz diz:
sim, menininha!!! Jô diz: abestalhada Jô diz: é. Jô diz: ai